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Preço de venda de imóveis para habitação aumentou 17,4% no primeiro trimestre

Preço de venda de imóveis para habitação aumentou 17,4% no primeiro trimestre

A oferta de casas para arrendar mais do que duplicou, registando uma subida de 101,1%, face ao mesmo trimestre de 2020, levando a uma queda de 9,4% no valor das rendas, para os 842 euros.

No primeiro trimestre de 2021 o preço médio de venda de imóveis para habitação cresceu 17,4% em Portugal, face ao mesmo período do ano passado, enquanto o preço de imóveis para escritórios caiu, refere um relatório elaborado pela plataforma de tecnologia de dados imobiliários CASAFARI.

Segundo o relatório de análise do mercado imobiliário nacional relativo aos primeiros três meses deste ano, apesar da situação de pandemia, os preços do imobiliário no segmento residencial continuaram a apresentar um crescimento gradual, ao mesmo tempo que o número de imóveis disponível para venda aumentou 87,8%.

No período em análise, a oferta de casas para arrendar mais do que duplicou, registando uma subida de 101,1%, face ao mesmo trimestre de 2020, levando a uma queda de 9,4% no valor das rendas, para os 842 euros.

De acordo com o relatório, todos os distritos de Portugal, à exceção de Viseu, que registou uma quebra de 0,88%, assistiram a um aumento dos preços médios do imobiliário no período em análise.

Destaca-se o distrito de Braga, a registar a maior subida, com um crescimento de 18,6%, e Aveiro, com uma subida de 15,2%.

Lisboa continua a ser o distrito com o preço médio de venda mais elevado, 353 mil euros.

Os concelhos de Lisboa, Cascais e Oeiras destacam-se como os mais caros da Grande Lisboa, tanto a nível de preços médios de venda como em termos de preços médios de arrendamento.

Foi também Lisboa que teve maior crescimento do número de imóveis disponíveis para venda, mais 166,6%, enquanto Castelo Branco foi o único distrito a registar uma quebra.

No que toca ao arrendamento, todos os distritos registaram aumentos do número de imóveis disponíveis para arrendar.

O relatório, elaborado pela plataforma de tecnologia de dados imobiliários CASAFARI, apresenta ainda uma análise ao segmento não residencial, com destaque para os escritórios.

Neste segmento, os dados da Casafari apontam para “efeitos mais acentuados devido às novas tendências impulsionadas pela pandemia, como o teletrabalho, com os preços dos escritórios a recuarem e, em sentido inverso, com a oferta disponível para arrendamento a registar aumentos de até 34,5%”.

 Artigo original.

[img Nick Karvounis por unsplash]

Nova ponte entre Porto Gaia
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Nova ponte entre Porto e Gaia (perto do Riverside) vai custar 50 milhões

Metro do Porto

Nova ponte entre Porto e Gaia (perto do Riverside) vai custar 50 milhões

Vai ligar o Campo Alegre ao Arrábida Shopping. Concurso público internacional será lançado e vai nascer a Linha Rosa do Metro do Porto e a Amarela será aumentada. O concurso público para a concepção de uma nova ponte sobre o rio Douro, que permitirá concretizar a chamada “segunda linha” de metro de Vila Nova de Gaia, lançado esta terça-feira, no Porto, com a presença do primeiro-ministro. Em causa está o lançamento do concurso público internacional de concepção da nova ponte, exclusiva para o metro, e a abertura de um concurso de ideias para o projecto, cujo júri é composto por 11 elementos que serão revelados esta terça-feira, conforme consta do convite enviado à imprensa pela tutela. Segundo a TSF, Eduardo Souto de Moura, Alexandre Alves Costa, Inês Lobo e o professor Rui Calçada fazem parte do júri. A nova travessia para ligar o Porto e Gaia através de metro deve ficar entre as pontes da Arrábida e de Luís I e servirá uma nova linha de Vila Nova de Gaia, entre Santo Ovídio e a Casa da Música, no Porto. A ponte deverá ligar o Campo Alegre, no Porto, ao Arrábida Shopping, em Gaia, detalha a TSF. Além do primeiro-ministro, António Costa, na apresentação está também prevista a presença do ministro do Ambiente e da Acção Climática, João Pedro Matos Fernandes, e do secretário de Estado da Mobilidade, Eduardo Pinheiro. O Governo estima gastar cerca de 50 milhões de euros no projecto, financiados pelo Plano de Recuperação e Resiliência. À TSF, Matos Fernandes disse que o Governo tem “pressa em fazer estes investimentos para que a economia possa recuperar após a pandemia”. Porém, “há coisas que não se conseguem fazer depressa e uma delas é uma ponte sobre o rio Douro, entre duas fragas no Porto e em Gaia, a 500 metros a nascente da obra maior do Edgar Cardoso, que é a Ponte da Arrábida, e a poente da Ponte de Luís I, que é uma ponte da escola do Eiffel. Tem que ser um projecto muito cuidado”. Perante um “desafio técnico extraordinário”, o ministro do Ambiente quer “atrair os melhores projectistas de pontes do mundo” para este concurso, com prazo de entrega de projectos de quatro meses.

Linha Amarela aumentada

No evento desta terça-feira são também consignadas a empreitada da construção da Linha Rosa e a do prolongamento da Amarela do Metro do Porto. No que se refere à Linha Amarela, em causa está o prolongamento de Santo Ovídio a Vila d’Este, em Gaia, enquanto a Linha Rosa constitui um novo trajecto no Porto entre a zona de S. Bento/Praça da Liberdade e a Casa da Música. Sobre a empreitada em Vila Nova de Gaia, o presidente da câmara, Eduardo Vítor Rodrigues, revelou na segunda-feira, à margem de uma reunião de câmara, que “arranca esta semana a montagem dos estaleiros”, sendo que um ficará perto do Hospital de Gaia, próximo da rotunda de Vila d’Este, estando um segundo previsto para Santo Ovídio, junto ao campo de ténis local. A cerimónia desta terça-feira decorrerá nos Jardins do Palácio de Cristal, com início às 11h, e será “restrita”, estando “reduzida a dois representantes de cada município”, disse o presidente da Câmara de Vila Nova de Gaia, referindo-se ao seu concelho e ao do Porto, cidades que ficam nas margens opostas do rio Douro. Em Janeiro foi anunciado que o Tribunal de Contas (TdC) deu luz verde às empreitadas de construção da Linha Rosa e de prolongamento da Linha Amarela até Vila d’Este. O visto do TdC foi dado aos contratos assinados, em Novembro de 2020, entre a Metro do Porto e o consórcio Ferrovial/ACA, por um valor global de 288 milhões de euros. Deste valor, 189 milhões destinam-se à Linha Rosa, no Porto, e 98,9 milhões ao prolongamento da Amarela, entre Santo Ovídio e Vila d’Este. “O investimento global nos dois projectos ronda os 407 milhões de euros – incluindo expropriações, projectos, fiscalização, equipamento e sistemas de apoio à exploração”, disse à Lusa a Metro do Porto a 3 de Março.

A nova Linha Rosa

A nova Linha Rosa (circular) integrará quatro estações e cerca de três quilómetros de via. Esta ligação, entre a zona de S. Bento/Praça da Liberdade e a Casa da Música, passa pelo Hospital de Santo António, Pavilhão Rosa Mota, Centro Materno-Infantil, Praça da Galiza e pólo universitário do Campo Alegre. O prolongamento da Linha Amarela entre Santo Ovídio e a zona residencial de Vila d’Este vai permitir construir um troço com três estações e cerca de três quilómetros, passando pelo Centro de Produção da RTP e pelo Hospital de Santos Silva. Actualmente, a rede tem 67 quilómetros, com seis linhas que servem sete concelhos e 82 estações, movimentando anualmente mais de 71 milhões de clientes (valor reportado a 2019, o último exercício antes da pandemia). Artigo original.
Comprar arrendar
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Melhor comprar ou arrendar um imóvel em Portugal em 2021?

Melhor comprar ou arrendar um imóvel em Portugal em 2021?


Prós e contras de comprar e arrendar imóveis durante a última onda de coronavírus em Portugal em 2021.

Quer viva em Portugal e queira mudar de casa, quer esteja a pensar mudar-se para Portugal, muitas pessoas farão a mesma pergunta. É melhor comprar ou arrendar um imóvel em Portugal em 2021? Pedir dinheiro emprestado ao banco para comprar uma casa é a melhor opção durante uma pandemia? Ou a possibilidade de ser inquilino em vez de proprietário traz mais vantagens em 2021? Com a ajuda da DECO, a Associação Portuguesa de Defesa do Consumidor, estamos aqui para o ajudar a responder a todas estas questões e orientá-lo neste difícil processo de tomada de decisão.

Comprar ou arrendar um imóvel em Portugal em 2021 é uma dúvida cada vez mais frequente devido à incerteza do clima actual , tanto entre os compradores nacionais como internacionais em Portugal. As pessoas hesitam em contrair dívidas hipotecárias e muitas optam por arrendar, apesar das preocupações de que, a longo prazo, isso possa significar perder dinheiro, enquanto outros aproveitam as baixas taxas de juro e pensam que agora é o momento certo para aproveitar uma hipoteca.

Historicamente, e de acordo com estatísticas oficiais citadas pelo DECO, a grande maioria dos residentes em Portugal prefere geralmente comprar uma casa em vez de arrendar. No entanto, vários factores têm contribuído para algum arrefecimento na hora de contrair hipotecas em Portugal durante os anos de crise económica e financeira que se atravessam desde 2008, situação que se agravou desde 2020 com a pandemia que deu origem a novos cortes nas receitas portuguesas.

Os especialistas da DECO aconselham quem está actualmente a procurar comprar ou arrendar um imóvel em Portugal a ter em consideração uma série de factores, uma vez que as decisões agora tomadas podem ter repercussões durante muitos anos . Contratar um empréstimo hipotecário hoje, por exemplo, geralmente representa um relacionamento de pelo menos 30 ou 40 anos.

Este é um dos motivos que tem levado os consumidores em Portugal a privilegiar a opção pelo arrendamento. Neste caso, por exemplo, os inquilinos não teriam que pagar os impostos associados ao imóvel , nem são responsáveis pelas despesas de manutenção ou condomínio. Por outro lado, os locatários terão que administrar o final do prazo do aluguel e estar sujeitos à variação anual do aluguel de acordo com os coeficientes de atualização e a inflação.

Ao optar por comprar um imóvel em Portugal, estará a acumular bens valiosos para a sua reforma e para deixar aos seus filhos , por exemplo, mas terá de pagar mais impostos, como o IMI, ou arcar com as despesas de manutenção ou condomínio. Lembre-se de que, se você decidir comprar, ainda terá que pagar uma entrada ou depósito e ficará vinculado a uma hipoteca por um longo período. Seja qual for sua escolha, certifique-se de fazer suas contas com cuidado e encontrar a melhor solução para sua situação.

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Porto e Braga no top 3 de preferência de oferta e procura imobiliária

Onde estão mais imóveis residenciais para venda em Portugal e onde as pessoas compram mais?

Uma análise idealista mostra os efeitos da pandemia na procura e oferta no mercado imobiliário residencial em Portugal.

O mercado imobiliário, tal como muitos outros sectores da economia, está a sentir os efeitos do COVID-19 em Portugal. Mas como estão os níveis de oferta e procura em Portugal no que diz respeito à habitação? No ano passado, em 2020, a demanda por imóveis residenciais registrou uma alta média de 62,3% e o estoque apresentou um pequeno crescimento de 13,6% nacionalmente, segundo dados coletados pela idealista, analisando a variação entre janeiro e dezembro de 2020. Mas onde estão mais imóveis residenciais para venda em Portugal, e onde as pessoas compram mais?

Oferta e procura imobiliária nos distritos portugueses

Os 5 principais distritos de Portugal onde a variação da procura é superior à média nacional incluem Castelo Branco (106,3%), Braga (85,7%), Porto (83,3%), Guarda (69,3%) e Lisboa (69,0%). Esses números estão acima da demanda média nacional de 62,3%.

A variação da procura é menor nos distritos de Faro (36,7%), Coimbra (35,9%), Ilha da Madeira (31,1%), Vila Real (24,9%) e Viseu (23,6%), que se situam abaixo dos 40%. O distrito de Bragança, é a região que apresenta a menor variação da procura (3,4%).

Quanto às propriedades em oferta no mercado, as chamadas ‘stock’ ou ‘oferta’, durante este ano marcado pela pandemia, o distrito de Viana do Castelo é o distrito que apresenta a maior variação (28,4%). Seguem-se Braga (23,6%), Porto (20,6%) e Ilha da Madeira (20,1%), todos acima de 20%.

Pelo contrário, houve 6 distritos que viram o seu stock de imóveis para venda diminuir no último ano, nomeadamente Guarda (-18,4%), Portalegre (-9,9%), Leiria (-5,2%), Beja (-4,2%), Santarém (-3,1%) e Évora (-0,3%).

Desempenho das cidades portuguesas

Analisando a variação da procura por município, Castelo Branco é a única cidade onde a procura duplicou (118,7%). Seguem-se na lista o Porto (87,6%), Lisboa (78,6%), Faro (73,9%), Braga (72,2%) e Leiria (71,8%). Todos eles apresentam aumento da demanda por imóveis residenciais acima de 70%.

Durante 2020, Castelo Branco (distrito e cidade) destaca-se como a única área onde o interesse duplicou em 12 meses, apesar da pandemia.

No que se refere à procura, pode-se concluir que era inferior a 40% em 2020 nas cidades de Santarém (37,4%), Vila Real (35,8%), Beja (28%), Funchal (27,9%), Viseu (26,3 %), Bragança (25,7%) e a cidade da Guarda destacam-se como os únicos locais onde a procura diminuiu (-16,4%) , de Janeiro a Dezembro de 2020.

A cidade da Guarda também se destaca por ser o local onde a oferta imobiliária apresentou a maior queda (-45,6%). As cidades de Portalegre (-26,9%), Beja (-21,4%), Santarém (-14,9%) e Évora (-0,7%) também mostraram uma redução da oferta de imóveis no mercado de venda residencial em 2020.

A variação da oferta é maior nas cidades de Aveiro (36,9%), Viana do Castelo (33,9%), Porto (33%), Funchal (27%), Vila Real (22,9%) e Lisboa (21%).

O impacto do teletrabalho no mercado residencial em Portugal

“Observamos várias cidades fora da capital com aumentos significativos na procura de imóveis residenciais para venda. Considera-se que o teletrabalho ou trabalho remoto em Portuga l obrigou as pessoas a considerarem as suas opções de vida para terem uma melhor qualidade de vida, com moradias maiores e espaços de lazer, nomeadamente jardins ”, conclui a equipa idealista / data em Portugal, sublinhando que“ as cidades ou distritos com maior variação da procura, não significam directamente que apresentem o maior ou menor stock imobiliário ” .

Exemplo disso é o caso de Castelo Branco (distrito), com uma variação de 106,3% da procura e uma variação acumulada de stock de 8,8%. No Porto (distrito), verificou-se uma variação de 85,7% na procura e 23,6% na oferta.

Para efeito deste estudo, foi analisada a variação do nível de procura, calculada através de contactos efetivos aos anúncios de imóveis publicados na idealista, e o número de imóveis em oferta no mercado de venda residencial entre janeiro de 2020 e dezembro de 2020.

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revista Viva
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Negócios que continuam a crescer em tempos de pandemia

O ano de 2020 revelou-se um dos mais desafiantes de sempre, fruto de uma pandemia, como não havia memória, que praticamente parou o país. Milhares de portugueses viram os seus rendimentos afetados, perderam familiares e amigos na luta contra um vírus invisível, distanciaram-se de quem mais amam na esperança de os proteger e voltarem a abraçar e várias foram as empresas obrigadas a encerrar portas e a dispensar colaboradores… Contudo, muitas resistiram. Nesta reportagem, destacamos três que continuaram a crescer em tempos de pandemia e fizeram das adversidades, oportunidades.

Os exemplos são claros e estão mesmo aqui ao nosso “lado”, tendo estas três empresas sede no distrito do Porto. Falamos do Grupo Fortera, que atua no ramo imobiliário de luxo e que, nos últimos quatro anos, concluiu nove projetos no Porto, em Gaia e Espinho, da plataforma de vendas online KuantoKusta e do grupo de logística e transportes Rangel.

A VIVA! esteve à conversa com os CEO’s das três empresas e revela-lhe, agora, todos os pormenores. São testemunhos reais de empresas, que conseguiram manter os seus negócios ativos, possivelmente mais firmes do que nunca, e a prosperar mesmo numa altura que tinha tudo para ser “um fracasso”. A diferença poderá estar no espírito resiliente com que cada uma delas encarou a pandemia e foi agarrando as oportunidades que daí foram surgindo. São considerados os “milagres da pandemia” e mostram que, afinal, 2020 também teve algumas coisas boas…

O KuantoKusta, por exemplo, superou 100 milhões de euros durante a Black Friday e encaminhou mais 1,25 milhões de encomendas durante a época promocional, batendo, assim, um recorde histórico, em parte suportado pelo crescimento de 800% de encomendas processadas no seu marketplace em comparação com o ano de 2019. Por sua vez, o grupo Rangel, com presença direta em sete países, iniciou operações no México e na África do Sul e tornou-se responsável pela logística da distribuição das vacinas contra a covid-19 em Portugal.

No que toca, ao investimento do grupo Fortera no último ano, que se focou, essencialmente, na aquisição em Vila Nova de Gaia, Braga e Espinho, totaliza um valor muito próximo dos 180 milhões. As duas grandes áreas de atuação da marca, note-se, centram-se, essencialmente, na aquisição de imóveis para construção de raiz ou reabilitação de espaços para fins hoteleiros ou residenciais. Em Gaia, por exemplo, a Fortera fará nascer o Skyline, um ecossistema que, segundo Elad Dror, CEO do grupo, “mudará o concelho para sempre” e que incluiu um novo centro de congressos com capacidade para 2.500 lugares, uma torre de 340 quartos, estacionamento para 600 viaturas e mais de 30 mil metros quadrados de serviços.

Entre as principais dificuldades sentidas pela Fortera durante a pandemia está “o atraso na construção e consequente entrega das unidades”, a “impossibilidade de investidores e parceiros visitarem Portugal nesta época” e os “atrasos no planeamento e questões das autarquias”, revelou o responsável da empresa, fundada em 2015. Já no setor dos transportes, Nuno Rangel considera que as maiores adversidades prenderam-se com “as complexas operações logísticas”. “Foi o caso dos muitos transportes que fizemos de carga aérea a partir da China, visto que era a única forma de retirar as mercadorias necessárias e urgentes desse país. Inclusive tivemos de fretar oito cargueiros e aviões, como é o caso do Antonov 124, um dos maiores aviões do mundo”, revelou. Além de manter as entregas em movimento, a Rangel mobilizou ainda “planos de contingência dinâmicos”, de forma “a gerir e mitigar a interrupção da cadeia de abastecimento”.

A partir do momento em que foi declarado o primeiro estado de alerta, em março, verificou-se um aumento exponencial na atividade logística dos medicamentos e de produtos de saúde relacionados”, revelou, adiantando que este aumento representou uma “duplicação no número de unidades expedidas durante os meses de março e abril”.

E no que respeita à aquisição de produtos? Quais terão sido, afinal, os produtos mais procurados pelos portugueses durante a pandemia? Sara Sá, do marketing do KuantoKusta, revelou que antes do início do primeiro estado de emergência e logo após este ser decretado se assistiu a uma “corrida a máscaras e material de desinfeção”.  “O aumento da procura, entre o dia 24 de fevereiro até o dia 1 de março de 2020, por exemplo, em máscaras esteve na ordem dos 2000%, em álcool e produtos semelhantes chegou aos 7000%”, tendo tido novamente um “crescimento súbito” no momento em que foi decretado o estado de emergência.

Com o início da obrigatoriedade do teletrabalho, portáteis, impressoras e periféricos foram os produtos com maior aumento nas pesquisas. “No caso das impressoras, 186% de aumento”, indicou, sublinhando que “todas as categorias do website beneficiaram com o confinamento”, tendo-se assistido a um “aumento considerável nas compras online, sobretudo vindas de novos utilizadores.

Aquando do início da segunda fase do ensino à distância, decretada neste confinamento geral, voltou a assistir-se, à semelhança do que já havia acontecido em março, a uma “procura desenfreada e rutura de stock” em produtos ligados à área da informática, como portáteis e impressoras.

Descubra, em detalhe, as respostas dos representantes das empresas e fique a conhecer os principais planos das três gigantes para o período pós-pandémico.


Elad Dror, CEO Grupo Fortera

Qual foi o principal investimento do grupo durante a pandemia?

Todos eles são grandes e importantes para nós e para as cidades. Em Gaia, com o projeto Skyline temos mais de 300 apartamentos, e iniciaremos o AZUL, com 64 unidades, ainda este ano.

Em Espinho, o nosso projeto de empreendimento vai criar uma mega mudança para a zona sul da cidade – 130 postos de trabalho durante a obra e outros 150 após a conclusão – e permitirá ao município recuperar população, local de trabalho e lazer. E, em Braga, temos a reabilitação do Convento do Carmo, que se torna particularmente importante, especialmente agora que Braga foi eleita o melhor destino europeu para visitar em 2021.

O que representará o Skyline para a cidade de Vila Nova de Gaia, em particular, para a região Norte e para o país? 

É um novo centro de Gaia, um ecossistema que mudará o município para sempre. O centro de congressos, o hotel, o comércio e escritórios, tudo ao redor de uma bela praça que será um ponto de interesse não só para as pessoas que ali ficam e trabalham, mas para todos os cidadãos de Gaia e todos os turistas.

Esse projeto coloca Gaia em destaque e dá-lhe o reconhecimento de uma cidade moderna com arquitetura e paisagens de ponta do século XXI.

Qual é o ponto de situação do projeto atualmente?

Estamos a trabalhar no projeto do centro de congressos, do hotel e da praça. A pandemia abrandou tudo, mas estamos 100% comprometidos com o projeto. Eventualmente podemos mudar alguns elementos para nos adaptarmos à nova realidade, mas o conceito geral permanece.

Que planos fazem para o período pós-pandemia?

As novas necessidades de se viver, trabalhar e viajar. E vamos demonstrar isso em todos os nossos projetos.

Quais os principais investimentos programados para o futuro? 

Temos mais de 200.000 m2 em pipeline, com certeza estaremos ocupados. Mas temos muitas grandes surpresas para o país com novos conceitos e visão de negócio, principalmente no comércio, que podem impactar muitos empregos e locais de trabalho que serão essenciais para o futuro que se aproxima. Esperamos ajudar com isso e continuar a trazer o investimento e inovação.

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Riverside vestígios arqueológicos
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Riverside – Encontrados vestígios arqueológicos perto do Castelo de Gaia

Encontrados vestígios arqueológicos perto do Castelo de Gaia

Foram encontrados vestígios arqueológicos perto do Castelo de Gaia, que se pensa tratar de restos de uma basílica paleocristã datada entre os séculos IV ao IX.

No terreno havia restos de epígrafes, relógios de sol, pilaretes de altar e restos de um portão em mármore.

Assim sendo pretende-se resgatar os achados de forma a poderem ser exibidos pelo valor patrimonial e didático que estes têm, fazendo parte activa da história do concelho.

O objectivo da Fortera é sempre “integrar-se nos locais tentar contribuir não só com a construção, mas também contribuir com as comunidades, neste caso uma descoberta que faz parte da história de Gaia, e tentar aliar o que pode ser o futuro de Gaia com o seu passado” diz o arquitecto Hélder Agostinho.

Este terreno é onde está projectado o empreendimento Riverside.

Fonte: Porto Canal.

Braga best destination 2021
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Braga – Melhores lugares para viajar na Europa 2021

Melhores lugares para viajar na Europa 2021

Como todos os anos, centenas de milhares de vocês de mais de 190 países em todo o mundo votaram nos seus melhores destinos europeus.

Para onde você gostaria de ir de férias na Europa assim que for seguro para viajar? Descubra a sua lista de desejos das melhores viagens na Europa, alguns dos melhores destinos sustentáveis da Europa, os melhores destinos para férias na praia ou os melhores destinos para aventuras culturais e gastronômicas e destinos para famílias ou amantes.

Precisa de ainda mais inspiração? Descubra dezenas de outros temas, como as melhores praias da Espanha, as melhores joias escondidas na Turquia, as melhores ilhas da Grécia, as mais belas maravilhas da natureza na Itália…

Por enquanto, fique seguro, viaje online e descubra alguma inspiração para suas próximas férias na Europa.

1. Braga, Portugal

A chamada Roma portuguesa é o seu melhor destino europeu em 2021. Braga tem algo a oferecer a cada um de nós. Braga vai agradar aos amantes da história e da arquitetura. Braga é também um destino obrigatório para os gourmets, mas também para os aficionados das compras (com um dos maiores centros comerciais e uma vasta oferta de lojas independentes no centro da cidade). Braga é também um destino imperdível de espiritualidade, com suntuosas igrejas, mosteiros e santuários.

Incrivelmente romântica  também, Braga é uma das cidades mais felizes da Europa e uma das com melhor qualidade de vida do mundo. Ainda pensando em Covid? Braga foi reconhecido pela OCDE pela resposta rápida e inovadora das autoridades para conter a epidemia protegendo os mais vulneráveis.

Gosta de viajar e está à procura de um local para investir ou se estabelecer? Braga foi eleita o melhor destino para investir na Europa. A cidade também está comprometida com o turismo sustentável e faz parte da rede de cidades com emissão zero de CO2.

Cidade de tradição e modernidade, Braga é dinâmica, espumante, cultural, gastronómica, histórica,… o seu melhor destino europeu em 2021 . Com as suas inúmeras manifestações culturais, os seus grandes encontros, Braga é uma cidade a descobrir em qualquer época do ano. Para famílias, amantes, para uma pausa cultural na cidade ou para fazer compras ou uma escapadela gastronómica, Braga é o destino a visitar.

Confira aqui a lista completa.

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Grupo privado investe 70 milhões de euros em Espinho

Artigo Jornal Notícias

Grupo privado investe 70 milhões de euros em Espinho

O grupo israelita “Fortera” prepara-se para investir cerca de 70 milhões de euros num empreendimento destinado a habitação, comércio, serviços e hotelaria em Espinho. O projeto está pendente do reconhecimento, por parte da autarquia, de empreendimento com interesse público.

De acordo com informação da Câmara Municipal, o empreendimento designado “Espinho Business Center – Novo Centro Empresarial e Turístico na zona sul da cidade” e toda a operação urbanística prevista, “reconfigura toda a zona sul da cidade, dando continuidade ao ReCafe [Requalificação do Canal Ferroviário de Espinho]”.

Terá “grande impacto no desenvolvimento e requalificação do território na parte sul da cidade, entre as Ruas do Golf, Rua 43 e Ribeira de Silvalde”.

Ou seja, deverá nascer junto ao antigo Matadouro Municipal de Espinho e desenvolver-se em todo o espaço livre anexo.

Para além do investimento de 70 milhões de euros, está prevista a criação de 132 postos de trabalho durante a execução e cerca de 150 postos de trabalho após a conclusão.

Contudo, a concretização deste empreendimento terá que ter, na próxima semana, voto favorável da Câmara Municipal no reconhecimento de empreendimento com interesse público estratégico para o município.

Depois desta primeira anuência, o reconhecimento terá que ser submetido à aprovação da Assembleia Municipal.

Diz a autarquia que o projeto do “Grupo Fortera” já recebeu pareceres favoráveis da Comissão de Coordenação da Região Norte, da Agência Portuguesa do Ambiente e da IP-Infraestruturas de Portugal.

“Trata-se de um complexo habitacional e empresarial desenvolvido através de uma nova malha urbana, com grandes áreas de espaços verdes públicos, com um conjunto de infraestruturas que permitem o bem-estar e uma fácil e segura circulação pedonal e automóvel”.

Artigo original.

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Construção, um setor que dá sinais de estar resiliente à Covid-19

idealista News

Construção, um setor que dá sinais de estar resiliente à Covid-19

Banco de Portugal, por exemplo, destacou a “assinalável resiliência” do setor, que conseguiu manter-se “insulado dos fortes impactos negativos da crise pandémica”.

Portugal perdeu com a pandemia, entre o primeiro e terceiro trimestre do ano, 66.000 empregos (em termos líquidos). O setor da construção parece ter escapado, no entanto, a esta tendência, tendo dado sinais de resiliência: foram criados 5.300 empregos durante esse período. Os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), conhecidos em novembro foram ao encontro dos divulgados um mês antes pelo Banco de Portugal (BdP), que considerou que o setor da construção está a mostrar uma “assinalável resiliência”, conseguindo manter-se “insulado dos fortes impactos negativos da crise pandémica”.

O que se disse sobre o setor

Sobre este tema, David Marques, CEO e sócio fundador da Detailsmind, empresa dedicada ao mercado da construção e reabilitação em Portugal, disse que o setor da construção, e quase numa espécie de contraciclo, tem-se destacado ao longo de todo este período pelo seu desempenho positivo e pela forma como tem conseguido “escapar” à crise. “O mercado dá sinais de querer recuperar a sua dinâmica anterior”, mantendo-se “as intenções de execução de projetos em várias áreas”, contou, em entrevista ao idealista/news. Para Manuel Reis Campos, presidente da presidente da Confederação Portuguesa da Construção e do Imobiliário (CPCI), os projetos lançados a concurso no âmbito do Plano Nacional de Investimentos (PNI) 2030, no valor de quase 43 mil milhões de euros, têm de ter em conta a capacidade e habilitação do tecido empresarial nacional. O responsável defendeu que as “empresas têm de saber com o que podem contar e ter igualdade de circunstâncias para competir com as concorrentes estrangeiras”. O mesmo Manuel Reis Campos referiu, no entanto, que é importante ter os pés bem assentes no chão. Isto devido à incerteza económica que uma segunda vaga da pandemia pode trazer. Antes, em agosto, disse que é “no investimento público e privado que reside a chave” do futuro coletivo do setor da construção.

Licenciamentos e custos de construção

No terceiro trimestre de 2020, ou seja, meses de verão e em plena pandemia, o número de edifícios licenciados e concluídos em Portugal aumentou 2,8% e 1,5% respetivamente, em termos homólogos. Dados do INE revelam que, entre julho e setembro, foram licenciados 5.900 edifícios e concluídos 3.700. No que diz respeito aos custos de construção de habitação, aumentaram 2,2% em outubro de 2020 face ao mesmo mês do ano passado, segundo o ONI. Uma subida homóloga idêntica à registada, de resto, em setembro.

Empreendimentos nascem em pandemia

Foram vários empreendimentos – sobretudo residenciais – que foram notícia ao longo do ano, ou porque iam ser lançados e/ou comercializados, ou porque estavam já a ser construídos ou porque estavam a ser projetados. Isto num cenário de pandemia do novo coronavírus, o que mostra que o setor da construção não parou, conforme escrevemos no final de junho, quado escrevemos que o setor imobiliário e da construção fechou o mês de maio quase totalmente operacional, com 97% das empresas destas atividades a funcionar. Uma ideia, de resto, também deixada antes, em abril, e depois, em setembro.

Reabilitação em tempos de crise

Apesar de todos os projetos imobiliários em curso, a oferta de habitação nova em Portugal está a crescer a um ritmo (muito) lento. O país está a conseguir construir e acabar uma média inferior a 1,5 habitações novas por cada mil habitantes, sendo atualmente o mercado europeu com o “plafond” mais reduzido, em causa está um estudo do do Ifo – instituto de investigação económica da Alemanha. A reabilitação urbana, a par da construção nova, voltou a dar que falar em 2020, sendo muitos os imóveis que ganharam “uma segunda vida”, como por exemplo a antiga faculdade Moderna, em Lisboa, e o antigo Matadouro do Porto. Importa dizer, a este propósito, que o Instrumento Financeiro de Reabilitação e Revitalização Urbana (IFRRU) 2020 conseguiu aumentar a sua execução nos últimos meses, marcados pela pandemia da Covid-19, tendo chegado aos 248 contratos assinados, num investimento de 704 milhões de euros em reabilitação integral de edifícios e melhoria do seu desempenho energético, anunciou, em setembro, o Ministério das Infraestruturas e Habitação.

Como tornar as casas mais eficientes

Com o objetivo de ajudar a tornar as casas mais eficientes, preparámos um dossier especial no qual explicamos, por exemplo, como é possível ter lares mais saudáveis, confortáveis, económicos e amigos do ambiente e quais são os apoios financeiros concedidos pelo Governo às famílias. Artigo completo: aqui.