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Construção, um setor que dá sinais de estar resiliente à Covid-19

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Construção, um setor que dá sinais de estar resiliente à Covid-19

Banco de Portugal, por exemplo, destacou a “assinalável resiliência” do setor, que conseguiu manter-se “insulado dos fortes impactos negativos da crise pandémica”.

Portugal perdeu com a pandemia, entre o primeiro e terceiro trimestre do ano, 66.000 empregos (em termos líquidos). O setor da construção parece ter escapado, no entanto, a esta tendência, tendo dado sinais de resiliência: foram criados 5.300 empregos durante esse período. Os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), conhecidos em novembro foram ao encontro dos divulgados um mês antes pelo Banco de Portugal (BdP), que considerou que o setor da construção está a mostrar uma “assinalável resiliência”, conseguindo manter-se “insulado dos fortes impactos negativos da crise pandémica”.

O que se disse sobre o setor

Sobre este tema, David Marques, CEO e sócio fundador da Detailsmind, empresa dedicada ao mercado da construção e reabilitação em Portugal, disse que o setor da construção, e quase numa espécie de contraciclo, tem-se destacado ao longo de todo este período pelo seu desempenho positivo e pela forma como tem conseguido “escapar” à crise. “O mercado dá sinais de querer recuperar a sua dinâmica anterior”, mantendo-se “as intenções de execução de projetos em várias áreas”, contou, em entrevista ao idealista/news. Para Manuel Reis Campos, presidente da presidente da Confederação Portuguesa da Construção e do Imobiliário (CPCI), os projetos lançados a concurso no âmbito do Plano Nacional de Investimentos (PNI) 2030, no valor de quase 43 mil milhões de euros, têm de ter em conta a capacidade e habilitação do tecido empresarial nacional. O responsável defendeu que as “empresas têm de saber com o que podem contar e ter igualdade de circunstâncias para competir com as concorrentes estrangeiras”. O mesmo Manuel Reis Campos referiu, no entanto, que é importante ter os pés bem assentes no chão. Isto devido à incerteza económica que uma segunda vaga da pandemia pode trazer. Antes, em agosto, disse que é “no investimento público e privado que reside a chave” do futuro coletivo do setor da construção.

Licenciamentos e custos de construção

No terceiro trimestre de 2020, ou seja, meses de verão e em plena pandemia, o número de edifícios licenciados e concluídos em Portugal aumentou 2,8% e 1,5% respetivamente, em termos homólogos. Dados do INE revelam que, entre julho e setembro, foram licenciados 5.900 edifícios e concluídos 3.700. No que diz respeito aos custos de construção de habitação, aumentaram 2,2% em outubro de 2020 face ao mesmo mês do ano passado, segundo o ONI. Uma subida homóloga idêntica à registada, de resto, em setembro.

Empreendimentos nascem em pandemia

Foram vários empreendimentos – sobretudo residenciais – que foram notícia ao longo do ano, ou porque iam ser lançados e/ou comercializados, ou porque estavam já a ser construídos ou porque estavam a ser projetados. Isto num cenário de pandemia do novo coronavírus, o que mostra que o setor da construção não parou, conforme escrevemos no final de junho, quado escrevemos que o setor imobiliário e da construção fechou o mês de maio quase totalmente operacional, com 97% das empresas destas atividades a funcionar. Uma ideia, de resto, também deixada antes, em abril, e depois, em setembro.

Reabilitação em tempos de crise

Apesar de todos os projetos imobiliários em curso, a oferta de habitação nova em Portugal está a crescer a um ritmo (muito) lento. O país está a conseguir construir e acabar uma média inferior a 1,5 habitações novas por cada mil habitantes, sendo atualmente o mercado europeu com o “plafond” mais reduzido, em causa está um estudo do do Ifo – instituto de investigação económica da Alemanha. A reabilitação urbana, a par da construção nova, voltou a dar que falar em 2020, sendo muitos os imóveis que ganharam “uma segunda vida”, como por exemplo a antiga faculdade Moderna, em Lisboa, e o antigo Matadouro do Porto. Importa dizer, a este propósito, que o Instrumento Financeiro de Reabilitação e Revitalização Urbana (IFRRU) 2020 conseguiu aumentar a sua execução nos últimos meses, marcados pela pandemia da Covid-19, tendo chegado aos 248 contratos assinados, num investimento de 704 milhões de euros em reabilitação integral de edifícios e melhoria do seu desempenho energético, anunciou, em setembro, o Ministério das Infraestruturas e Habitação.

Como tornar as casas mais eficientes

Com o objetivo de ajudar a tornar as casas mais eficientes, preparámos um dossier especial no qual explicamos, por exemplo, como é possível ter lares mais saudáveis, confortáveis, económicos e amigos do ambiente e quais são os apoios financeiros concedidos pelo Governo às famílias. Artigo completo: aqui.
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O futuro do turismo em Portugal depois do COVID-19

Photo by Claudio Schwarz | @purzlbaum on Unsplash
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O futuro do turismo em Portugal depois do COVID-19

O boom do turismo em várias cidades do mundo, nomeadamente em Lisboa e Porto em Portugal, gerou polémica em tempos pré-pandémicos, devido ao número excessivo de turistas e aos efeitos antecipados desta tendência nos habitantes. Esta é uma situação que a COVID-19 mudou dramaticamente, e em 2021 receber os turistas de volta é a prioridade para as cidades em todo o mundo. Alguns sinais de mudança são antecipados quando a recuperação chegar, mas qual é o futuro do turismo em Portugal depois do COVID-19 ? “As cidades que viviam do turismo foram as primeiras a sofrer uma crise sem paralelo, enquanto as ruas ficavam desertas e a economia paralisava por falta de visitantes”, escreve o jornal português Expresso. O artigo cita especialistas que afirmam que nesta fase, cidades que anteriormente dependiam do turismo , como muitas cidades portuguesas, não devem perder de vista os objetivos de sustentabilidade e começar a planear estratégias mais adequadas para o momento de recuperação, corrigindo os excessos cometidos no passado. Segundo Eduardo Abreu, sócio da Neoturis, empresa de consultoria nacional que aposta no turismo, “a questão do excesso de aglomeração em alguns destinos turísticos em Portugal já estava na ordem do dia antes da pandemia, o que pode ter acelerado a reflexão sobre o assunto”. Afirmou ainda que os “momentos disruptivos” como os que Portugal e muitos países estão a atravessar “conduzem à reflexão sobre as estratégias de desenvolvimento futuro, nomeadamente aquelas que vão ao encontro das necessidades de um turismo mais sustentável a longo prazo”. As coisas estão bem e verdadeiramente invertidas, e muitas cidades em todo o mundo que há um ano estavam a ser dominadas pelo turismo querem agora o turismo de volta, mas não é só em Portugal. O que as cidades estão a pensar em mudar no futuro num mundo pós-COVID-19 no que diz respeito ao turismo? E qual é o futuro do turismo em Portugal ? A recuperação nas cidades após a pandemia do coronavírus deve ser mais lenta do que em outros destinos, mesmo com a chegada da vacina, mas alguns sinais estão a ser dados para indicar mudança. Estes são alguns dos passos que as cidades europeias pretendem dar num futuro próximo, segundo a publicação Expresso: A cidade italiana de Veneza terá taxas de entrada para visitantes diários que não se hospedarem em hotéis a partir de 2022; Lisboa só vai receber cruzeiros (navios turísticos) atracados com eletricidade a partir do final de 2021, na sequência de um protocolo assinado este verão entre a Câmara Municipal e o porto de Lisboa; O Porto vai reforçar as ciclovias da cidade para dispersar o trânsito e está a preparar as medidas para o próximo ano – deverão ser apresentadas em Janeiro ou Fevereiro de 2021. Segundo o Expresso, melhorar a mobilidade e incentivar a utilização do transporte público em vez do automóvel próprio é uma das os objetivos do município; A cidade espanhola de Barcelona mantém seu regulamento de que não podem ser abertos novos hotéis, e a preocupação em um cenário pós-pandêmico é não ter hotéis vazios na cidade. Como vai ser quando acabar a pandemia em Portugal? Esperam-se tempos difíceis pelo menos até à primavera de 2021, altura em que se prevê alguma recuperação do turismo em Portugal. Segundo Eduardo Abreu, “ninguém está a acelarar as restrições do COVID-19. Tudo muito focado em chegar aos meses de março e abril e atrair turistas, com a vacina chegando ao mercado e ganhar um pouco de normalidade”, afirma. Nos casos de Lisboa e do Porto, “cidades onde a questão do ‘excesso’ de turistas tem sido evidente”, a principal prioridade na agenda dos decisores públicos e empresários é “ recuperar o fluxo de turistas perdidos ”. Estas são, segundo a Neoturis, algumas tendências que estão a ser aceleradas pela pandemia em Portugal e que podem melhorar as situações de sobrelotação de turistas concentrados em pontos específicos das cidades. As medidas incluem a desconcentração da oferta habitacional dos centros históricos para as zonas periféricas, o aumento do investimento em espaços públicos e espaços exteriores, uma melhor gestão do número de visitantes nos atrativos turísticos e uma maior aposta na atracção de turistas nacionais nas cidades portuguesas para promoção do turismo em Portugal . Ver artigo original.
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3º melhor ano de sempre | Jornal de Negócios

Artigo Jornal de Negócios | 31 Dezembro 2020

JLL: Investimento imobiliário cai em 2020 mas deverá ser o terceiro melhor ano de sempre

O investimento imobiliário no ano de 2020 deverá ultrapassar os 26 mil milhões de euros, de acordo com as estimativas da JLL. Valores que representa uma queda de 20% face ao recorde de 2019.

A JLL estima que em 2020 terão sido investidos 2,6 mil milhões de euros em imobiliário comercial e outros 24 mil milhões de euros em compra de habitação em Portugal, o que deverá constituir o terceiro melhor ano para este mercado.

A imobiliária considera que este foi “um setor bastante resiliente no contexto da crise pandémica”, apontando estabilidade dos preços e das rendas na maioria dos segmentos, assim como um volume de transações elevado.

“O ano começou a todo o gás nos diferentes segmentos do mercado e, não fosse a proliferação da covid-19, 2020 teria sido o melhor ano de sempre para este setor, quebrando novos recordes”, afirma o diretor geral da JLL, Pedro Lancastre. “Depois de um 2º trimestre de pânico num quadro de absoluto desconhecimento, o 3º trimestre foi trazendo normalidade ao setor, com as transações a acontecerem, e o 4º trimestre foi já marcado por uma maior confiança e o regresso de muitos investidores ao ativo, também porque a vacina deixou de ser uma miragem para passar a ser uma realidade”, acrescenta.

O responsável de Mercados de Capitais na JLL, Fernando Ferreira, salienta que o capital local, proveniente dos fundos de investimento imobiliário abertos e dos fundos de pensões, “esteve bastante mais ativo” e aponta que os escritórios foram um dos ativos mais apetecíveis”. Já o retalho “sofreu maior escrutínio” por parte dos investidores, devido ao impacto da pandemia na livre circulação dos consumidores, o que provocou uma quebra no desempenho de muitos ativos deste segmento, especialmente no que respeita os centros comerciais, lê-se ainda no comunicado enviado às redações.

No que toca ao mercado residencial e também ao de indústria e logística, regista-se “uma forte procura”, que é acompanhada de uma “falta de produto”.

Em 2019 foram transacionados 3,240 mil milhões de euros em imobiliário comercial e 25,1 mil milhões de euros em residencial, o que significa que em 2020 espera-se uma quebra de cerca de 20% face ao ano anterior. Já em 2018 foram transacionados 3,356 mil milhões de euros em imobiliário comercial e 24,1 mil milhões de euros em residencial.

Portugal mantém ribalta em 2021

A mesma imobiliária mostra-se otimista quanto ao desempenho do mercado português no próximo ano, afirmando que o país mantém “os seus atrativos intactos”, depois de sair “bem posicionado” da pandemia face a outros congéneres europeus.

Ainda assim, a JLL aproveita para assinalar alguns travões ao crescimento que já habitavam este mercado antes de a pandemia o invadir. A imobiliária defende que é necessário resolver os atrasos nos processos de licenciamento e rever a estratégia para os Vistos Gold, “que podem voltar a ser um catalisador importante para a retoma económica do país”.

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Convento do Carmo – Expresso Economia

Artigo Expresso Economia | 09 Novembro 2020

 

Fortera transforma Convento do Carmo em apartamentos

Investimento soma 10 milhões de euros

O grupo Fortera vai transformar o Convento do Carmo, em Braga num complexo com 70 apartamentos a que junta alguns serviços, num investimento de €10 milhões. As obras no convento, fundado em 1564, arrancam no próximo ano, devendo estar concluídas em 2023, anunciou o grupo esta segunda-feira. Localizado em zona ARU, a poucos passos do mercado de Braga, no centro histórico da cidade, o projeto inclui, também, bar, piscina, restaurante, ginásio, salão e espaços exteriores. 
Será uma nova vida para um espaço que nasceu como convento, mas também já foi hospital militar, colégio e espaço de lazer e recreação. E o objetivo do grupo Fortera é “preservar a magia do lugar”, diz o seu presidente executivo, Elad Dror.

O Grupo Fortera, especializado no segmento de luxo, anunciou um investimento global de €250 milhões em pipeline, que inclui o empreendimento Skyline, em Vila Nova de Gaia, uma obra de €100 milhões com assinatura do arquiteto Souto Moura. Nos últimos quatro anos, a empresa concluiu 9 projetos imobiliários em Gaia, Porto e Espinho, correspondentes a investimento de €21 milhões, sendo que em 2019 o valor investido em aquisições totalizou €45 milhões.

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Grupo israelita Fortera investe €80 milhões em Gaia


Grupo israelita Fortera investe €80 milhões em Gaia

Projeto inclui um hotel, um centro de congressos e apartamentos

“O projeto Skyline é único e junta em dois edifícios um ecossistema de comércio, serviços, residencial, hotelaria e lazer”, afirma Elad Dror, administrador executivo e um dos fundadores do grupo Fortera, de capitais israelitas. A “jóia do projeto é um centro de congressos e exposições que permitirá transformar Gaia numa cidade central com instalações para grandes eventos e exposições”, acrescenta Elad Dror. O Skyline, que será servido por 600 lugares de estacionamento, foi projetado para a Rua General Torres, nas traseiras da Câmara Municipal de Gaia, num terreno de 26 mil metros quadrados, com possibilidade de construção de 45 mil metros quadrados acima do solo. O projeto terá duas fases de construção: um hotel de 260 quartos, que também terá apartamentos, num edifício de 20 andares. Uma segunda fase será “um centro de congressos para duas mil pessoas, servido por uma praça e comércio, para valorizar a atividade de lazer”. “No total, serão 16 mil metros quadrados de escritórios e 10 mil metros quadrados destinados a área residencial e comercial”, acrescenta Elad Dror.
SOUTO DE MOURA NA CORRIDA
A arquitetura do centro de congressos e do hotel deverá ser da autoria de Souto de Moura, porém Elad Dror não assume a escolha. “Será um dos arquitetos mais importantes do país, estamos a desenhar o acordo e iremos anunciar a decisão brevemente”, afirma. Como garantia, apenas a de que “será um projeto emblemático para Gaia e também para o Porto e trará uma grande mudança, criará muitos empregos, colocando a região no mapa das grandes exposições e congressos mundiais”. O investimento, de €80 milhões, “será suportado por capitais próprios”, garante o administrador do Fortera, que tem outros investimentos no Norte do país. Com a comercialização do metro quadrado entre os €3 mil e os €5 mil, o Fortera espera entregar até ao final do ano mais 60 apartamentos, divididos entre Porto, Gaia e Espinho. Algumas destas habitações “resultaram de alterações em projetos hoteleiros, que foram convertidos em unidades residenciais, com maior importância para a área externa, com a inclusão de terraços, que agora são essenciais” devido à pandemia. “Concluímos, entre 2016 e 2019, nove projetos, com um investimento total de aproximadamente €21 milhões, e investimos outros €45 milhões em aquisições durante 2019. O investimento total que temos atualmente em pipeline é de mais de €250 milhões”, afirma. Elad Dror não deixa de criticar as restrições que se preparam para o regime de vistos gold. “É exatamente o oposto do que se deveria fazer e será um desastre para a economia”, antecipa. O administrador garante que o grupo Fortera “está ‘desalavancado’, com pouca exposição bancária”, pelo que prevê que a construção do Skyline arranque já em 2021, numa obra que “levará aproximadamente dois a três anos a terminar”.
DIFICULDADES ATÉ SETEMBRO DE 2021
Para o próximo ano, o administrador reconhece que “os três primeiros trimestres serão difíceis”, mas assume que a atração de investimento externo pode ajudar a movimentar a economia, criar negócios e empregos. “O fundamental não mudou: o clima, as pessoas, a gastronomia e a segurança”, diz. Por isso, garante, o grupo tem em curso “a preparação de dois fundos imobiliários para continuar a investir no mercado residencial, comércio de rua e logística”. Entre os investimentos está a transformação do Convento do Carmo, em Braga, que “será convertido em edifício residencial”, e em Gaia aguarda o licenciamento de três torres para “começar um projeto residencial”, conclui.