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Espinho e Gaia vão receber os primeiros dois projetos. A seguir virá o Grande Porto e depois o resto do país. CEO do grupo Fortera, Elad Dror, explicou em primeira mão ao JE o novo conceito Alive.

O grupo israelita Fortera vai investir 500 milhões de euros nos próximos cinco anos em projetos imobiliários com um novo conceito (que apelida de Alive) em todo o país, mas sobretudo no Grande Porto e Norte. Em conversa com o Jornal Económico, o CEO e co-fundador do grupo, Elad Dror, explica que a ideia por detrás do conceito Alive é a de usar o design do edifício, a tecnologia e as atividades em comum para aproximar os residentes. E explica que, conceptualmente, a ideia do Alive faz lembrar o kibbutz, as comunidades coletivas voluntárias no país do Médio Oriente.

“O conceito surgiu-nos no meio da Covid-19, quando vimos como as pessoas podem, por vezes, ficar isoladas. (…) Eu sou israelita. Por isso, para nós é muito comum ter o kibbutz. Mas essa é a maneira antiga. É muito semelhante a um kibbutz, mas sem a economia conjunta. Por isso, todos vivem a vida. Todos podem socializar o que qui- serem e podem decidir não o fazer. Maséumespaço–éporissoque lhe chamamos Alive – em não só se vive lá, como se sente realmente vivo lá. Portanto, é para pessoas que querem ser felizes, menos isoladas, que querem ter os seus filhos a interagir com os outros”, diz Elad Dror.

Como? O conceito Alive, que a Fortera diz ser o primeiro do seu género em Portugal, baseia-se em três pilares principais. O primeiro é o espaço, ou seja o condomínio é concebido de uma forma que visa unir as pessoas.

“Em cada edifício haverá um espaço de co-working (em vez de uma sala de condomínio), um ginásio e um parque infantil, interior e exterior. Mas isto não é suficiente, porque a criação de um espaço que reúna as pessoas funciona apenas graças a coincidência. Talvez eu esteja lá, e talvez você não esteja. Ou talvez nunca nos encontremos um com o outro”, diz Elad Dror.

Daí o segundo pilar: um gestor comunitário.

“Para garantir que há atividades, que há agenda, coisas para fazer que aproximam as pessoas. Por exemplo, yoga pela manhã e às 18:00 talvez uma palestra interessante sobre viagens ao Japão. E, para as crianças, uma atividade no jardim. Uma coisa qualquer: plantar uma banana. Sei lá”.

Mas depois é preciso um terceiro elemento. que é a tecnologia. Uma app. “Vamos supor que comprou um apartamento Alive: tem um ‘login’ e um utilizador. Só você e as pessoas que ali têm um apartamento podem ter acesso. Na app vê a agenda, vê a próxima atividade, vê as notícias interessantes e as coisas que precisa de saber sobre o edifício. E também pode sugerir uma atividade. Por exemplo, quer ir correr pela manhã e quer formar um grupo de corrida com outros. Está para receber alguma coisa, não está em casa e precisa de ajuda ou de alguém que o possa fazer. Ou talvez tenha convidados às 12:00, precisa de dois lugares extra e ninguém está a usar o estacionamento porque estão de férias. Pode reservar esses espaços com a app”, adianta o CEO da Fortera.

Mas esse conceito – apesar de aproximar dentro do edifício – não isola mais face ao exterior, fechando as pessoas num condomínio de luxo? Elad Dror discorda. “Não creio que as pessoas estejam a ser isoladas por dentro. No fim de contas, há uma bela frase que nós dizemos [em Israel]: ‘é melhor ter um vizinho perto do que um irmão distante’. No final do dia, é ao lado dos vizinhos que você vive. Portanto, é melhor ter uma relação próxima com os vizinhos, ou pelo menos conhecê-los e saber se quer ter algum tipo de relação”.

Por outro lado, o responsável da Fortera sublinha que não se trata de um conceito de luxo, mas sim para classe média e alta. E que não implica um prémio sobre o valor de mercado.

“O custo associado a isso, basicamente, é residual. E porque é que é residual? Está a utilizar o mesmo espaço, apenas o faz de forma inteligente e elegante. O problema começa no condomínio existente: os residentes nunca investiriam o dinheiro para refazer ou para fazer melhor. Nunca obteria uma decisão junto de 100 condóminos. Mas se o fizer logo de início, torna-se residual. A única coisa que queremos fazer é diferenciar. Não vamos vendê-lo mais alto do que o preço de mercado. Vai haver uma ligeira diferença, mas não vai ha- ver um prémio em cima disso”.

Para integrar a linha Alive, o grupo Fortera escolheu desde já o Business Center de Espinho – que foi repensado nesse sentido – e passa a chamar-se Downtown Espinho. A primeira fase deste empreendimento vai chamar-se Alive Espinho. “O empreendimento de Gaia chamava-se Riverside e vai integrar também este novo conceito mas ainda não tem nome fechado”, complementa o grupo.

Os valores do investimento são de 15 milhões de euros nos 84 apartamentos da primeira fase em Espinho e 110 milhões nos mais de 300 apartamentos em Gaia. “Nos próximos cinco anos a Fortera conta desenvolver mais cerca de 1.000 habitações, o que corresponde a um investimento de cerca de 350 milhões de euros, no âmbito do mesmo conceito”.

Fonte: https://leitor.jornaleconomico.pt/noticia/fortera-investe-500-milhoes-em-novo-conceito-imobiliario

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