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O futuro do turismo em Portugal depois do COVID-19

Photo by Claudio Schwarz | @purzlbaum on Unsplash
Artigo Idealista News

O futuro do turismo em Portugal depois do COVID-19

O boom do turismo em várias cidades do mundo, nomeadamente em Lisboa e Porto em Portugal, gerou polémica em tempos pré-pandémicos, devido ao número excessivo de turistas e aos efeitos antecipados desta tendência nos habitantes. Esta é uma situação que a COVID-19 mudou dramaticamente, e em 2021 receber os turistas de volta é a prioridade para as cidades em todo o mundo. Alguns sinais de mudança são antecipados quando a recuperação chegar, mas qual é o futuro do turismo em Portugal depois do COVID-19 ? “As cidades que viviam do turismo foram as primeiras a sofrer uma crise sem paralelo, enquanto as ruas ficavam desertas e a economia paralisava por falta de visitantes”, escreve o jornal português Expresso. O artigo cita especialistas que afirmam que nesta fase, cidades que anteriormente dependiam do turismo , como muitas cidades portuguesas, não devem perder de vista os objetivos de sustentabilidade e começar a planear estratégias mais adequadas para o momento de recuperação, corrigindo os excessos cometidos no passado. Segundo Eduardo Abreu, sócio da Neoturis, empresa de consultoria nacional que aposta no turismo, “a questão do excesso de aglomeração em alguns destinos turísticos em Portugal já estava na ordem do dia antes da pandemia, o que pode ter acelerado a reflexão sobre o assunto”. Afirmou ainda que os “momentos disruptivos” como os que Portugal e muitos países estão a atravessar “conduzem à reflexão sobre as estratégias de desenvolvimento futuro, nomeadamente aquelas que vão ao encontro das necessidades de um turismo mais sustentável a longo prazo”. As coisas estão bem e verdadeiramente invertidas, e muitas cidades em todo o mundo que há um ano estavam a ser dominadas pelo turismo querem agora o turismo de volta, mas não é só em Portugal. O que as cidades estão a pensar em mudar no futuro num mundo pós-COVID-19 no que diz respeito ao turismo? E qual é o futuro do turismo em Portugal ? A recuperação nas cidades após a pandemia do coronavírus deve ser mais lenta do que em outros destinos, mesmo com a chegada da vacina, mas alguns sinais estão a ser dados para indicar mudança. Estes são alguns dos passos que as cidades europeias pretendem dar num futuro próximo, segundo a publicação Expresso: A cidade italiana de Veneza terá taxas de entrada para visitantes diários que não se hospedarem em hotéis a partir de 2022; Lisboa só vai receber cruzeiros (navios turísticos) atracados com eletricidade a partir do final de 2021, na sequência de um protocolo assinado este verão entre a Câmara Municipal e o porto de Lisboa; O Porto vai reforçar as ciclovias da cidade para dispersar o trânsito e está a preparar as medidas para o próximo ano – deverão ser apresentadas em Janeiro ou Fevereiro de 2021. Segundo o Expresso, melhorar a mobilidade e incentivar a utilização do transporte público em vez do automóvel próprio é uma das os objetivos do município; A cidade espanhola de Barcelona mantém seu regulamento de que não podem ser abertos novos hotéis, e a preocupação em um cenário pós-pandêmico é não ter hotéis vazios na cidade. Como vai ser quando acabar a pandemia em Portugal? Esperam-se tempos difíceis pelo menos até à primavera de 2021, altura em que se prevê alguma recuperação do turismo em Portugal. Segundo Eduardo Abreu, “ninguém está a acelarar as restrições do COVID-19. Tudo muito focado em chegar aos meses de março e abril e atrair turistas, com a vacina chegando ao mercado e ganhar um pouco de normalidade”, afirma. Nos casos de Lisboa e do Porto, “cidades onde a questão do ‘excesso’ de turistas tem sido evidente”, a principal prioridade na agenda dos decisores públicos e empresários é “ recuperar o fluxo de turistas perdidos ”. Estas são, segundo a Neoturis, algumas tendências que estão a ser aceleradas pela pandemia em Portugal e que podem melhorar as situações de sobrelotação de turistas concentrados em pontos específicos das cidades. As medidas incluem a desconcentração da oferta habitacional dos centros históricos para as zonas periféricas, o aumento do investimento em espaços públicos e espaços exteriores, uma melhor gestão do número de visitantes nos atrativos turísticos e uma maior aposta na atracção de turistas nacionais nas cidades portuguesas para promoção do turismo em Portugal . Ver artigo original.
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3º melhor ano de sempre | Jornal de Negócios

Artigo Jornal de Negócios | 31 Dezembro 2020

JLL: Investimento imobiliário cai em 2020 mas deverá ser o terceiro melhor ano de sempre

O investimento imobiliário no ano de 2020 deverá ultrapassar os 26 mil milhões de euros, de acordo com as estimativas da JLL. Valores que representa uma queda de 20% face ao recorde de 2019.

A JLL estima que em 2020 terão sido investidos 2,6 mil milhões de euros em imobiliário comercial e outros 24 mil milhões de euros em compra de habitação em Portugal, o que deverá constituir o terceiro melhor ano para este mercado.

A imobiliária considera que este foi “um setor bastante resiliente no contexto da crise pandémica”, apontando estabilidade dos preços e das rendas na maioria dos segmentos, assim como um volume de transações elevado.

“O ano começou a todo o gás nos diferentes segmentos do mercado e, não fosse a proliferação da covid-19, 2020 teria sido o melhor ano de sempre para este setor, quebrando novos recordes”, afirma o diretor geral da JLL, Pedro Lancastre. “Depois de um 2º trimestre de pânico num quadro de absoluto desconhecimento, o 3º trimestre foi trazendo normalidade ao setor, com as transações a acontecerem, e o 4º trimestre foi já marcado por uma maior confiança e o regresso de muitos investidores ao ativo, também porque a vacina deixou de ser uma miragem para passar a ser uma realidade”, acrescenta.

O responsável de Mercados de Capitais na JLL, Fernando Ferreira, salienta que o capital local, proveniente dos fundos de investimento imobiliário abertos e dos fundos de pensões, “esteve bastante mais ativo” e aponta que os escritórios foram um dos ativos mais apetecíveis”. Já o retalho “sofreu maior escrutínio” por parte dos investidores, devido ao impacto da pandemia na livre circulação dos consumidores, o que provocou uma quebra no desempenho de muitos ativos deste segmento, especialmente no que respeita os centros comerciais, lê-se ainda no comunicado enviado às redações.

No que toca ao mercado residencial e também ao de indústria e logística, regista-se “uma forte procura”, que é acompanhada de uma “falta de produto”.

Em 2019 foram transacionados 3,240 mil milhões de euros em imobiliário comercial e 25,1 mil milhões de euros em residencial, o que significa que em 2020 espera-se uma quebra de cerca de 20% face ao ano anterior. Já em 2018 foram transacionados 3,356 mil milhões de euros em imobiliário comercial e 24,1 mil milhões de euros em residencial.

Portugal mantém ribalta em 2021

A mesma imobiliária mostra-se otimista quanto ao desempenho do mercado português no próximo ano, afirmando que o país mantém “os seus atrativos intactos”, depois de sair “bem posicionado” da pandemia face a outros congéneres europeus.

Ainda assim, a JLL aproveita para assinalar alguns travões ao crescimento que já habitavam este mercado antes de a pandemia o invadir. A imobiliária defende que é necessário resolver os atrasos nos processos de licenciamento e rever a estratégia para os Vistos Gold, “que podem voltar a ser um catalisador importante para a retoma económica do país”.

Ver artigo original.

Palacio Carmo
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Convento do Carmo – Expresso Economia

Artigo Expresso Economia | 09 Novembro 2020

 

Fortera transforma Convento do Carmo em apartamentos

Investimento soma 10 milhões de euros

O grupo Fortera vai transformar o Convento do Carmo, em Braga num complexo com 70 apartamentos a que junta alguns serviços, num investimento de €10 milhões. As obras no convento, fundado em 1564, arrancam no próximo ano, devendo estar concluídas em 2023, anunciou o grupo esta segunda-feira. Localizado em zona ARU, a poucos passos do mercado de Braga, no centro histórico da cidade, o projeto inclui, também, bar, piscina, restaurante, ginásio, salão e espaços exteriores. 
Será uma nova vida para um espaço que nasceu como convento, mas também já foi hospital militar, colégio e espaço de lazer e recreação. E o objetivo do grupo Fortera é “preservar a magia do lugar”, diz o seu presidente executivo, Elad Dror.

O Grupo Fortera, especializado no segmento de luxo, anunciou um investimento global de €250 milhões em pipeline, que inclui o empreendimento Skyline, em Vila Nova de Gaia, uma obra de €100 milhões com assinatura do arquiteto Souto Moura. Nos últimos quatro anos, a empresa concluiu 9 projetos imobiliários em Gaia, Porto e Espinho, correspondentes a investimento de €21 milhões, sendo que em 2019 o valor investido em aquisições totalizou €45 milhões.

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expresso
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Grupo israelita Fortera investe €80 milhões em Gaia


Grupo israelita Fortera investe €80 milhões em Gaia

Projeto inclui um hotel, um centro de congressos e apartamentos

“O projeto Skyline é único e junta em dois edifícios um ecossistema de comércio, serviços, residencial, hotelaria e lazer”, afirma Elad Dror, administrador executivo e um dos fundadores do grupo Fortera, de capitais israelitas. A “jóia do projeto é um centro de congressos e exposições que permitirá transformar Gaia numa cidade central com instalações para grandes eventos e exposições”, acrescenta Elad Dror. O Skyline, que será servido por 600 lugares de estacionamento, foi projetado para a Rua General Torres, nas traseiras da Câmara Municipal de Gaia, num terreno de 26 mil metros quadrados, com possibilidade de construção de 45 mil metros quadrados acima do solo. O projeto terá duas fases de construção: um hotel de 260 quartos, que também terá apartamentos, num edifício de 20 andares. Uma segunda fase será “um centro de congressos para duas mil pessoas, servido por uma praça e comércio, para valorizar a atividade de lazer”. “No total, serão 16 mil metros quadrados de escritórios e 10 mil metros quadrados destinados a área residencial e comercial”, acrescenta Elad Dror.
SOUTO DE MOURA NA CORRIDA
A arquitetura do centro de congressos e do hotel deverá ser da autoria de Souto de Moura, porém Elad Dror não assume a escolha. “Será um dos arquitetos mais importantes do país, estamos a desenhar o acordo e iremos anunciar a decisão brevemente”, afirma. Como garantia, apenas a de que “será um projeto emblemático para Gaia e também para o Porto e trará uma grande mudança, criará muitos empregos, colocando a região no mapa das grandes exposições e congressos mundiais”. O investimento, de €80 milhões, “será suportado por capitais próprios”, garante o administrador do Fortera, que tem outros investimentos no Norte do país. Com a comercialização do metro quadrado entre os €3 mil e os €5 mil, o Fortera espera entregar até ao final do ano mais 60 apartamentos, divididos entre Porto, Gaia e Espinho. Algumas destas habitações “resultaram de alterações em projetos hoteleiros, que foram convertidos em unidades residenciais, com maior importância para a área externa, com a inclusão de terraços, que agora são essenciais” devido à pandemia. “Concluímos, entre 2016 e 2019, nove projetos, com um investimento total de aproximadamente €21 milhões, e investimos outros €45 milhões em aquisições durante 2019. O investimento total que temos atualmente em pipeline é de mais de €250 milhões”, afirma. Elad Dror não deixa de criticar as restrições que se preparam para o regime de vistos gold. “É exatamente o oposto do que se deveria fazer e será um desastre para a economia”, antecipa. O administrador garante que o grupo Fortera “está ‘desalavancado’, com pouca exposição bancária”, pelo que prevê que a construção do Skyline arranque já em 2021, numa obra que “levará aproximadamente dois a três anos a terminar”.
DIFICULDADES ATÉ SETEMBRO DE 2021
Para o próximo ano, o administrador reconhece que “os três primeiros trimestres serão difíceis”, mas assume que a atração de investimento externo pode ajudar a movimentar a economia, criar negócios e empregos. “O fundamental não mudou: o clima, as pessoas, a gastronomia e a segurança”, diz. Por isso, garante, o grupo tem em curso “a preparação de dois fundos imobiliários para continuar a investir no mercado residencial, comércio de rua e logística”. Entre os investimentos está a transformação do Convento do Carmo, em Braga, que “será convertido em edifício residencial”, e em Gaia aguarda o licenciamento de três torres para “começar um projeto residencial”, conclui.
Leonardo Camilo
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Hotel de 5 estrelas e 200 apartamentos no Bonfim do Porto

Israelitas vão construir hotel de 5 estrelas e 200 apartamentos no Bonfim do Porto

O grupo Fortera, juntamente com os também israelitas Issta Lines e Fattal, comprou os terrenos em agosto e pretende arrancar com a construção dos dois empreendimentos ainda este ano, num investimento orçado em 47 milhões de euros.

A promotora imobiliária Fortera, de capitais israelitas, tem no “pipeline” um investimento global superior a 200 milhões de euros no Porto e em Gaia, na construção de empreendimentos hoteleiros e residenciais.

Na cidade Invicta, com arranque de obra previsto ainda para este ano, nuns terrenos situados na zona do Bonfim, “adquiridos em agosto de 2019”, a Fortera vai construir um hotel e um complexo residencial, num investimento agregado de 47 milhões de euros, revelou ao Negócios o CEO da empresa, Elad Dror.

Na Avenida Camilo, em frente à Escola Secundária Alexandre Herculano, deverá nascer um hotel de cinco estrelas, com 258 quartos e aproximadamente 16.500 metros quadrados, num investimento orçado em 27 milhões de euros.

No mesmo quarteirão, mas com frente para a Rua do Bonfim, a Fortera pretende investir 20 milhões de euros na construção de um empreendimento residencial “com cerca de 200 apartamentos”.

Para estes dois investimentos, a Fortera conta com dois parceiros igualmente israelitas, com cada um a deter um terço do capital da sociedade promotora – os grupos Issta Lines e Fattal, que são a maior agência de viagens e o maior grupo hoteleiro de Israel, respetivamente.

“Começaremos as obras de ambos os projetos até ao final deste ano, para terminar no verão de 2023”, garantiu Elad Dror.

Já em Gaia, com arranque da obra previsto para novembro próximo, a Fortera vai construir um hotel de quatro estrelas, com 64 quartos, junto à Ponte D. Luís I, num investimento próximo dos nove milhões de euros.

E será em Gaia que o grupo israelita pretende desenvolver os seus dois mais ambiciosos projetos imobiliários, com arranque das obras previsto para o próximo ano.

Em causa estão o projeto Skyline, a construir nas traseiras dos Paços do Concelho, num investimento de 80 milhões de euros e que é formado por um hotel com mais de 250 quartos, um centro de congressos e um centro multiusos, e outros 80 milhões de euros num complexo residencial, “com mais de 300 apartamentos”.

Questionado sobre o impacto da covid-19 na hotelaria, que estará a suspender os investimentos previstos no setor, o empresário desvalorizou tais efeitos na Fortera: “Felizmente, não temos nenhum hotel – os nossos estão programados para 2023-2024, sendo que todos esperamos voltar à normalidade até lá”, explicou.

O grupo Fortera foi criado em 2015, tendo concluído, nos últimos quatro anos, nove projetos imobiliários, distribuídos por Gaia, Porto e Espinho, “num investimento aproximado de 21 milhões de euros”, tendo desembolsado outros “45 milhões em aquisições durante 2019”.

to be camilo
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Investimentos imobiliários no norte em plena crise

Investimentos imobiliários no norte em plena crise: israelitas apostam na construção de hotéis e casas

Encabeçados pelo grupo Fortera, novos projetos somam 180 milhões de euros. Desde 2015, concluíram nove empreendimentos na mesma região.

Com perto de uma dezena de projetos imobiliários já concluídos na região norte de Portugal, os israelitas da Fortera mantêm a aposta no mercado nacional, apesar da crise instalada devido à pandemia da Covid-19. Depois de ter investido mais de 65 milhões de euros entre a construção de empreendimentos e a aquisição de terrenos e imóveis, este grupo prepara-se agora para voar mais alto e concentrar-se na execução de projetos mais ambiciosos, tendo em carteira investimentos na ordem dos 180 milhões de euros.

“Neste momento, estamos a alienar os nossos pequenos projetos e a focar-nos nos grandes desafios e projetos que temos em carteira”, avançou Elad Dror, CEO da Fortera, ao Negócios, detalhando que o “ano de 2019 foi de rompimento, quando fizemos aquisições estratégicas – fizemo-lo abaixo do preço de mercado, o que nos permite maior flexibilidade e capacidade para ultrapassar qualquer oscilação do mercado”.

Sobre a decisão de avançar com investimentos em plena pandemina, o gestor explica que, “embora a Covid-19 tenha impacto no curto prazo” a imobiliária está “otimista” em relação aos seus investimento em Portugal. “Felizmente, não temos nenhum hotel – os nossos estão programados para 2023-2024, sendo que todos esperamos voltar à normalidade até lá”, segundo argumenta.

Quanto ao segmento residencial, defendeu que o mercado-alvo da Fortera, “que é o mercado local, continuará a ter uma forte procura por moradias nas grandes cidades”. Sobre a situação de Portugal em relação à pandemia, o empresário israelita considerou que, “ao contrário dos seus vizinhos, conseguiu até agora evitar o caos total, o que é muito importante para os investidores que lideramos, mas sobretudo para o país”.

Os novos projetos na calha

Em maio do ano passado, por exemplo, compraram um terreno na Rua General Torres, em Gaia, junto à ponte D. Luís I, onde está previsto arrancar “em novembro” a construção de “um novo hotel de quatro estrelas, com 64 quartos, que será explorado por um grupo espanhol”, revelou ainda o gestor ao jornal, sem identificar o operador. O investimento “ronda os 8/9 milhões de euros e estará pronto no verão de 2023”.

E porque esta cidade constitui “um dos principais alvos” da Fortera, a promotora portuguesa de capitais israelitas adquiriu um terreno de 54 mil metros quadrados, nas traseiras dos Paços do Concelho, e está “em fase final de aquisição” de outro de 44 mil, “no local mais atraente da cidade, com as melhores vistas e o melhor acesso a todos os pontos de interesse de Gaia”, garantiu Dror, sem revelar a localização.

O primeiro terreno visa edificar o projeto Skyline, orçado “em 80 milhões de euros” e que é formado por um centro de congressos com 2.500 lugares, um hotel de cinco estrelas com mais de 250 quartos e um centro multiusos, com arranque da obra previsto para o próximo ano. “O centro de congressos atrairá conferências de todo o mundo e permitirá que a cidade se torne um centro de conhecimento, inovação e criatividade”, enfatizou o empresário ao diário.

Já o outro terreno, num projeto também orçado em 80 milhões de euros, destina-se à construção, a iniciar igualmente em 2021, de um complexo residencial com “mais de 300 apartamentos”, distribuídos por três torres, a edificar “entre três a quatro anos”. Entretanto, no Porto, vai arrancar, ainda este ano, com um investimento de 47 milhões de euros na construção de um hotel e 200 casas.

Na zona portuense do Bonfim, o grupo israelita Fortera prevê avançar em breve com a construção de um hotel de cinco estrelas e um complexo residencial, num investimento em parceria com os também israelitas Issta Lines e Fattal, que são a maior agência de viagens e o maior grupo hoteleiro do país, respetivamente. O hotel, que terá 258 quartos e cerca de 16.500 metros quadrados de área de construção, irá nascer na Avenida Camilo, em frente à Escola Secundária Alexandre Herculano, num investimento de 27 milhões de euros.

Ali perto, na Rua do Bonfim, a Fortera e os seus sócios vão investir 20 milhões de euros na construção de um empreendimento com cerca de 200 apartamentos. “Começaremos as obras de ambos os projetos até ao final deste ano, para terminar no verão de 2023”, garantiu o CEO Elad Dror.

Skyline
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180 milhões em hotéis e casas em Gaia

Israelita investe 180 milhões em hotéis e casas em Gaia

Investidores israelitas, encabeçados pelo grupo Fortera, arrancam com a construção de um quatro estrelas em Gaia, onde vão também executar o projeto Skyline – que terá um hotel, um centro de congressos e um multiusos – e um complexo residencial de mais de 300 casas, a que acresce um cinco estrelas e mais 200 casas no centro do Porto.

Após prestar serviço militar obrigatório, emigrou em busca de oportunidades de negócio. Passou pelos Estados Unidos, Bélgica, Reino Unido, Espanha, até que aterrou no Porto, em 2010, onde começou por vender carrinhos telecomandados. Passados dois anos, o israelita Elad Dror começa a perceber que o mercado imobiliário da cidade tinha grande potencial.

Em 2015, juntamente com o seu sócio e ex-político Nir Shalom, funda a promotora imobiliária Fortera, que focalizou os seus investimentos nas cidades do Porto, Gaia e Espinho. “Nos últimos quatro anos, concluímos nove projetos, num investimento de aproximadamente 21 milhões de euros, sendo que investimos outros 45 milhões em aquisições durante 2019”, adiantou Elad Dror, CEO da Fortera, ao Negócios.

O Espinho One, um investimento de 7,5 milhões de euros na construção de 38 apartamentos nesta cidade costeira, o Cais da Fontinha no Cais de Gaia, e o Boavista One, no Porto, foram alguns dos nove empreendimentos já concluídos. Agora, em plena pandemia, a Fortera quer voar mais alto e concentrar-se na execução de projetos mais ambiciosos.

“Neste momento, estamos a alienar os nossos pequenos projetos e a focar-nos nos grandes desafios e projetos que temos em carteira”, avançou Elad Dror. “O ano de 2019 foi de rompimento, quando fizemos aquisições estratégicas – fizemo-lo abaixo do preço de mercado, o que nos permite maior flexibilidade e capacidade para ultrapassar qualquer oscilação do mercado”, explicou o empresário.

Após prestar serviço militar obrigatório, emigrou em busca de oportunidades de negócio. Passou pelos Estados Unidos, Bélgica, Reino Unido, Espanha, até que aterrou no Porto, em 2010, onde começou por vender carrinhos telecomandados. Passados dois anos, o israelita Elad Dror começa a perceber que o mercado imobiliário da cidade tinha grande potencial.

Em 2015, juntamente com o seu sócio e ex-político Nir Shalom, funda a promotora imobiliária Fortera, que focalizou os seus investimentos nas cidades do Porto, Gaia e Espinho. “Nos últimos quatro anos, concluímos nove projetos, num investimento de aproximadamente 21 milhões de euros, sendo que investimos outros 45 milhões em aquisições durante 2019”, adiantou Elad Dror, CEO da Fortera, ao Negócios.

O Espinho One, um investimento de 7,5 milhões de euros na construção de 38 apartamentos nesta cidade costeira, o Cais da Fontinha no Cais de Gaia, e o Boavista One, no Porto, foram alguns dos nove empreendimentos já concluídos. Agora, em plena pandemia, a Fortera quer voar mais alto e concentrar-se na execução de projetos mais ambiciosos.

“Neste momento, estamos a alienar os nossos pequenos projetos e a focar-nos nos grandes desafios e projetos que temos em carteira”, avançou Elad Dror. “O ano de 2019 foi de rompimento, quando fizemos aquisições estratégicas – fizemo-lo abaixo do preço de mercado, o que nos permite maior flexibilidade e capacidade para ultrapassar qualquer oscilação do mercado”, explicou o empresário.

Hotéis, centro de congressos e 300 casas em Gaia

Foi o que aconteceu “em maio do ano passado”, com a compra de um terreno na Rua General Torres, em Gaia, junto à ponte D. Luís I, onde prevê arrancar “em novembro” com a construção de “um novo hotel de quatro estrelas, com 64 quartos, que será explorado por um grupo espanhol”, disse, sem identificar o operador. O investimento “ronda os 8/9 milhões de euros e estará pronto no verão de 2023”.

E porque esta cidade constitui “um dos principais alvos” da Fortera, a promotora portuguesa de capitais israelitas adquiriu um terreno de 54 mil metros quadrados, nas traseiras dos Paços do Concelho, e está “em fase final de aquisição” de outro de 44 mil, “no local mais atraente da cidade, com as melhores vistas e o melhor acesso a todos os pontos de interesse de Gaia”, garantiu Dror, sem revelar a localização.

O primeiro terreno visa edificar o projeto Skyline, orçado “em 80 milhões de euros” e que é formado por um centro de congressos com 2.500 lugares, um hotel de cinco estrelas com mais de 230 quartos e um centro multiusos, com arranque da obra previsto para o próximo ano. “O centro de congressos atrairá conferências de todo o mundo e permitirá que a cidade se torne um centro de conhecimento, inovação e criatividade”, enfatizou o empresário.

Já o outro terreno, num projeto também orçado em 80 milhões de euros, destina-se à construção, a iniciar igualmente em 2021, de um complexo residencial com “mais de 300 apartamentos”, distribuídos por três torres, a edificar “entre três a quatro anos”. Entretanto, no Porto, vai arrancar, ainda este ano, com um investimento de 47 milhões de euros na construção de um hotel e 200 casas.

Sem efeitos de covid-19 e com procura em alta

“Embora a covid-19 tenha impacto no curto prazo”, o CEO da Fortera diz que a imobiliária está “otimista” em relação aos seus investimento em Portugal. “Felizmente, não temos nenhum hotel – Os nossos estão programados para 2023-2024, sendo que todos esperamos voltar normalidade até lá”, afirmou.

Quanto ao segmento residencial, defendeu que o mercado-alvo da Fortera, “que é o mercado local, continuará a ter uma forte procura por moradias nas grandes cidades”. Sobre a situação de Portugal em relação à pandemia, o empresário israelita considerou que, “ao contrário dos seus vizinhos, conseguiu até agora evitar o caos total, o que é muito importante para os investidores que lideramos, mas sobretudo para o país”.

“Olhamos para Vila Nova de Gaia como um dos nossos principais alvos para os próximos anos.”

ELAD DROR | CEO da Fortera Properties

Hotel de 5 estrelas no Bonfim

Na zona portuense do Bonfim, o grupo israelita Fortera prevê avançar em breve com a construção de um hotel de cinco estrelas e um complexo residencial, num investimento em parceria com os também israelitas Issta Lines e Fattal, que são a maior agência de viagens e o maior grupo hoteleiro
do país, respetivamente. O hotel, que terá 258 quartos e cerca de 16.500 metros quadrados de área de construção, irá nascer na Avenida
Camilo, em frente à Escola Secundária Alexandre Herculano, num investimento de 27 milhões de euros. Ali perto, na Rua do Bonfim,
a Fortera e os seus sócios vão investir 20 milhões de euros na construção de um empreendimento com cerca de 200 apartamentos.
“Começaremos as obras de ambos os projetos até ao final deste ano, para terminar no verão de 2023”, garantiu o CE0 Elad Dror.

Alô imobiliário com canábis

A viver em Portugal desde 2010, Elad Dror, 40 anos e pai de cinco filhos, mora em Matosinhos. O CEO da Fortera, que frequentou a Universidade
de Tel Aviv, não se dedica apenas ao negócio imobiliário em Portugal. Após ter começado por vender carrinhos telecomandados (brinquedos) no nosso país, constituiu em 2012, com um parceiro também israelita, a Beyond Fresh, que detém e opera 19 lojas de acessórios e reparação de telemóveis,
a Smart Talk e a Dr. Smart. Entretanto, entre outros projetos empresariais em Portugal, a Fortera Properties é também parceira da israelita Together Pharma, uma farmacêutica cotada na Bolsa de Tel Aviv, que vai produzir canábis medicinal em Cantanhede – “recebemos recentemente a pré-licença do Infarmed (regulador português do medicamento)”, garantiu o empresário.